Em alguns países da Europa é lei: os novos edifícios comerciais são obrigados a instalar telhados ecológicos ou painéis solares.

No Brasil, existe um projeto de lei na Câmara Federal, que visa a incentivar as edificações urbanas a adotarem o chamado “telhado verde”. O fato é que, por determinação legal ou não, a ocupação das coberturas de prédios com jardins vem se fortalecendo como tendência.

A ideia não é exatamente uma novidade. Quem não ouviu falar dos Jardins Suspensos da Babilônia, que ninguém sabe ao certo se existiram ou não e que são atribuídos ao rei Nabucodonosor?

No Brasil, ficaram famosos os jardins do Palácio Capanema, construção da década de 1940, ícone do modernismo brasileiro, que foi sede do Ministério da Educação no Rio de Janeiro e hoje abriga a Funarte – Fundação Nacional das Artes. Restaurado nos anos 1980, o edifício tem um conjunto de três jardins: o do térreo, o do terraço e o da cobertura.

Com as discussões sobre preservação ambiental e consumo racional de energia cada vez mais em pauta, volta a ganhar força a tendência dos telhados verdes – também chamados de ecotelhados.

Os defensores da proposta asseguram que essa alternativa apresenta diversas vantagens. Uma delas é que os telhados verdes melhoram o isolamento térmico da edificação, protegendo as pessoas contra as altas temperaturas no verão e ajudando a manter a temperatura interna ideal no inverno. Essa solução ajuda a melhorar também o isolamento acústico, uma vez que a vegetação absorve e isola ruídos. Mais: as plantas retêm água da chuva, auxiliando a sua drenagem. Colaboram ainda para diminuir a poluição, melhorar a qualidade do ar e aumentar a biodiversidade, atraindo pássaros e borboletas.

Em São Paulo, um decreto da Prefeitura, permite que empresas façam compensação ambiental de obras e serviços por meio da instalação de jardins verticais ou telhados verdes. Dois edifícios ao lado do Elevado Presidente Costa e Silva, o Minhocão, já instalaram jardins verticais, que ocupam paredes onde não há janelas (chamadas empenas cegas). Outros projetos na região estão em andamento. De acordo com a Secretaria do Verde, a temperatura interna de prédios com jardins verticais fica até 7ºC mais baixa.

Está aí uma tendência, dentro e fora do Brasil, que tem tudo para ganhar espaço e colaborar para um ambiente melhor.

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